Canto Para Minha Morte

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Estrofe 1

                         A
me despeço de uma pessoa pode ser que essa pessoa esteja me vendo pela última vez A morte, surda, caminha ao meu lado E eu não sei em que esquina ela vai me beijar
 A                                                                           A#
Com que gosto ela virá? Será que ela vai deixar eu acabar o que eu tenho que fazer?
   A#
Ou será que ela vai me pegar no meio do copo de uísque?
                                    B
Na música que eu deixei para compor amanhã?
 B                                              C
Será que ela vai esperar eu apagar o cigarro no cinzeiro?
                                                  C
Virá antes de eu encontrar a mulher, a mulher que me foi destinada e que está em algum lugar me esperando?
                      C#
Embora eu ainda não a conheça?
 C#                                                                    G
Vou te encontrar vestida de cetim Pois em qualquer lugar espere só por mim

Estrofe 2

                                                          G
E no teu beijo provar o gosto estranho Que eu quero e não desejo mas tenho que encontrar
 G                                                         A#
Vem, mas demore a chegar Eu te detesto e amo morte, morte, morte
                                A#
Que talvez seja o segredo desta vida
                                              A#
Morte, morte, morte Que talvez seja o segredo desta vida
 A#
Qual será a forma da minha morte?
 A#                                                                           B
Uma das tantas coisas que eu não escolhi na vida. Existem tantas. Um acidente de
                                                  B
carro, o coração que se recusa a bater no próximo minuto, a anestesia mal aplicada,
 B                                                                     C
a vida mal vivida, a ferida mal curada, a dor já envelhecida, o câncer já

Estrofe 3

 C                                                                            D
espalhado e ainda escondido, ou até quem sabe. O escorregão idiota num dia de sol,
                 D
A cabeça no meio fio.
                                                       D
Ó morte, tu que és tão forte, que matas o gato, o rato e o homem.
 D
Vista-se com a tua mais bela roupa quando vieres me buscar, que meu corpo seja cremado
 D
e que minhas cinzas alimentem a erva, e que a erva alimente outro homem como eu, porque
 D                                  E
Eu continuarei neste homem dos meus filhos.
 E                                                  F#m
Na palavra rude que eu disse para alguém que eu não gostava.
                                       F#m
E até no whisky que eu não terminei de beber aquela noite.

Estrofe 4

 D                                                  G
Vou te encontrar vestida de cetim, pois em qualquer lugar
              G
Espera só por mim
         G
E no teu beijo
               G
Provar o gosto estranho
                   G
Que eu quero e não desejo
 G
Mas tenho que encontrar
 G
Vem, mas demore a chegar
 G                                A#
Eu te detesto e amo morte, morte, morte

Estrofe 5

    A#
Que talvez
                     A#
Seja o segredo desta vida
              A#
Morte, morte, morte
    A#
Que talvez
 A#
Seja o segredo desta vida

Crédito da versão no catálogo.

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